sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Clara - A assassina(6)

  Lá fora chove, a colheita pode ser boa. É um belo hospital, branco(é um hospital), tinha um armário, alinhado com as flores que recebi, lírios, alguns presentes no chão, logo ouço uma voz me chamando "Clara". A porta se abre, o ambiente se ilumina, o sol domina lá fora, um som grave ganha volume. Uma figura com roupas gregas e tatuagens por todo corpo surge.

- Você está morta- disse sussurrando- CORRA ELE VEM, EELE VEM!!!!!
- Quem?

  Num tempo de um trovão, um leão meio jacaré meio louva deus perfura meu coração, acordo rindo loucamente.....

- Acalme-se, o que foi? - disse um enfermeiro
- Morri, não?
- Não chegou nem perto.
- Oo que aconteceu? - eu disse assustada
- Você bateu a cabeça, mas nada grave.
- Aa, valeu hmm-leio no crachá Michael- Miichael.
- Ta sentindo algo?
- Descansada, preciso de ar acho. - tento sair mas estou algemada
- Você vai ser julgada, por isso está presa.
- Pode abrir a janela pelo menos?
- Claro.
 
   O sol forte novamente invade a sala, não é o lugar do sonho? Chamam o enfermeiro no rádio, puta tecnologia, deve ser um lugar caro. Ooh, estou presa e serei julgada, talvez deem um jeito comigo, matei bastante acho, de formas cruéis até. Qualidade, não quantidade u.u...

  Como vou sair?!?! Impossível.....Reparei que não tenho presentes dessa vez....Sei lá, eu mereço, sou educada e gentil até. O enfermeiro volta com uma mulher com uns 30, ela trazia uma pasta. Quem será?

- Olá senhorita Clara Cruz - disse a mulher
- Bom vou deixa-las-disse o enfermeiro
- Quem é você? - digo
- Antonieta Silva Lopes, sua advogada.
- Advogada?
- A justiça te dá direito à uma, não te disseram quando foi presa?
- Não, foi meio desastroso.
- Entendo. Temos que conversar alguns pontos. Seja honesta comigo.
- Tá.
- Você está sendo julgada por 4 mortes. Cruéis por sinal. Isso daria uns 60 à 100 e poucos anos na prisão, mas, você é menor. Mesmo assim, ficaria na FEBEM, e com certeza será condenada. E pegariam no seu pé, você é um perigo.
- E dai?
- Vai ser presa.
- Não me importa.
- Moçinha, me ouça. Você acabou com a sua vida. Não tem muito o que fazer, ainda podemos reduzir a pena.
- Me solta.
- Não posso.
- Melhor que vá.
- Tudo bem, volto amanhã. - Ela suspira levemente, talvez tenha medo de mim

  Ela se foi, meio decepcionada. A noite sobe, e eu lá presa.

   Michael volta com um lanche, e por incrível, estranho e faz tudo isso surreal, cupcakes. Adoro tanto...

- Cupcakes!!- Digo- São pra mim?
- Sim, soube que gostava, um amigo que já te tratou me disse.
- Um psicólogo?
- Exato.
- Ele era legal....
- Você tem problemas mentais mesmo, algo com matar.
- É...
- Então, quer comer ou não?

  Vemos filmes e comemos cupcakes, foi um bom tempo. Semanas se passaram até que sou internada num hospício, onde recebo vários medicamentos para consumir minha vontade de matar, porém os efeitos colaterais....

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