sexta-feira, 25 de julho de 2014

Clara - A assassina

  Era madrugada e eu não estava bem. Isso há dias....

  Queria sabe, aaaarhh é difícil de escrever sobre...

  O que importa é que saí na madrugada fria apenas de pijamas. Talvez um alvo fácil, garota de 14 anos com um pijama, com shorts e um uma blusa com um decote. Tenho peitões pra minha idade. Mas pra precaver mesmo levei uma faca de cozinha bem afiada. As ruas do centro morrem nessa hora, mortas e podres. Eu ando lenta e triste pra uma praça especial pra mim, onde um dia eu...aaaah dói tanto lembrar...

  Luzes verdes, uma leve neblina, uma certa magia misteriosa no ar, não necessariamente boa ou ruim, boa ou má......Assustadora...No centro da praça havia uma grande árvore, de centenas e centenas de metros. Parecia velha, viva, talvez como alguns diziam fosse uma anciã de uma floresta mágica....Agora selva de pedra. Me sinto olhada aqui, como se olhos me despissem. Há rumores que góticos venham fazer suas taradices aqui, sabe como são tarados....

  Das sombras surge um gótico, o que já era esperado.

-Oi garoto de preto- digo.
-Oi garota de pijama.
- Veio fazer algo comigo?
- Ohh não!! Vim encontrar alguém por aqui
- Agora?  Um pouco tarde né?
- É porque...
- Sexo
- Hmm?  Desculpe?
- Veio fazer uma taradice gótica.
- Ss..
- Veio
- Tá, uma suruba pra ser exato.
- Parece legal, não vou, ok?
- Tá, mas quer olhar?
- Não, pareço gótica pra tamanha perversão?
- Sei lá, veio até aqui, tá usando esse pijama, esses peitos....peitos.....
- Aah já esperava uma reação dessas, por isso eu trouxe isso-mostro minha faca.
- Calma, eu sou gótico, não resisto a gostosuras como você, devia entender e se cuidar.
- Claro
- Por que está aqui?
- Ahh, me lembra um tempo.......
- Que tempo?
- Que eu era muito feliz....
- Entendo, de certa forma.
- Que bom.. Acho que vou indo, boa sorte com a suruba.
- Aonde vai sozinha nessa escuridão?
- Pro inferno...

  Eu vou para as sombras onde ninguém ousaria ir. Ela chega a gritar "Volte aqui!!! É perigoso!!!". Ignoro....

  Sinto tanta dor, preciso de algo, algo.....Eu vejo um bêbado. Ele olha pra mim, estamos num beco. Ele parece jovem...Ele diz :

-Quer sexo moça?  Eu quero- tira as calças com seu pau super grande.
- Quero- digo isso porque quero matar..
- Então vamos- Ele vem pra cima de mim
- Ok- Corto o pau dele e seguro na mão
- Aaaaaaaaaaaaaaaaiiiiihhghihivuhi vacaaaaaaa- grita e cai no chão

  O pau continua duro e ele parece belo se enfiado numa bunda gostosa como a dele. E foi isso que fiz. Pus a faca no seu pescoço e disse :

- Que tal?  - Pus o pinto lá
- Aaaaa
- Diz!!! Seu sexo!!!
- Continua...
- Não, faz você, mas por enquanto, me dê toda sua grana.
- Tá, a carteira tá na calça e a senha do cartão tá lá.
- Obrigado- E o mato..

  A sensação de matar....




  Me fez sorrir como em anos não faço. Matar é bom. Essa região parece de bares, agora que tenho grana posso tomar algo pra comemorar. Há umas pessoas fora da festa, uma fila grande até. Sou uma herege, agora assassina, fui logo na porta e o segurança me olha de cima abaixo :

- Você não parece ter 18 e ter um convite.
- Eu tenho 14 e esses peitões. - Abro um pouco a camisa pra ele olhar.
- Ook, pode entrar.

  Fumaça, música eletrônica ruim, provavelmente todos estão drogados. Sento no bar e peço vinho..

  Uma voz grossa e educada de um rapaz me diz :

- Esse vinho não é dos melhores.
- Claro, não tem as drogas do pessoal da pista.
- Abusada você, vem de pijama numa festa pra tomar vinho.
- Acabei de matar um cara e roubar tudo o que tinha, esse era o melhor lugar por perto.
- Garota quente!! - Senta mais perto de mim. -
- Então, seu nome?
- Não tenho um
- Como assim?
- Queimei todos meus documentos ontem.
- Documentos não são toda identidade de alguém.
- Sim
- Pode inventar um nome só pra mim te chamar.
- Ok, só me deixa pensar num.
- Ao seu tempo dama

  Ele me intrigava, suas palavras doces e seu jeito de cavaleiro, sinceramente, me excitava.

- Já sei, Clara!
- Belo nome, Clara.
- Ohh, obrigada.
- Você não parece ter 18 - Põe a mão no meu rosto- Tão jovem e bela...
- Tenho 14
- Como entrou aqui?
- Olhe- Seguro meus peitos- São grandes.
- Verdade.
- Hihi

Ele sorri...Belo homem, do cabelo arruma..

- Quer ir pra minha casa?
- Ahh, eu tava devaneiando, desculpa.
- Tudo bem, você quer?
- Vamos.



  Um carro do ano com um design inovador, nem sei descrever. Eu entrei.

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