quarta-feira, 11 de junho de 2014

O dia

  Era triste, muito triste como Jones estava naquela tarde. Em casa pequena, o velho cubículo, com poucos móveis, sem iluminação, uma cama comum e um sinal wifi e uma TV. Era sábado, o dia que todos na cidade-estrela acordavam tarde para que a noite beberem, cheirararem e fumarem sem parar. Festejavam como os romanos, só que sem um motivo. Os romanos podiam comemorar sua hegemonia quando quisessem, já nós não temos meritos. Não temos nada. Comemorando por motivos niilistas.
  Acho que naquele dia todos que se importam com datas gostam de festejar. Mas para Jones era só mais um dia que não estava feliz e tentando não se matar. E sim, é difícil. A mente, o mundo, suas facas diziam : Morra logo, se livre da tristeza. Porém Jones tinha alguém especial, alguém que amava. Apenas por essa pessoa continuava.....
  As horas infinitas não terminavam....Levantava, dormia, acordava de um pesadelo, via tv, o tempo parecia uma prisão. Até que alguém bate à porta :
- Rose !! Cheguei !!
Ela abre a porta e não deixa ele falar nem "Olá', o cala com um beijo que salvou sua vida.

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