sexta-feira, 16 de maio de 2014

Patrulheiro da noite

  Era 9 horas da noite, o sol já de pôs há 3 horas, a escuridão consumia os céus. A lua desaparecera nas nuvens, a chuva caia. Não havia uma vida nas ruas, o homem da lei estava lá para garantir isso. Era 1984, ditadura militar. Eu era patrulheiro numa pequena cidade, dava o toque de recolher. Que era todo dia às 6 da tarde, depois disso, a sua vida depende do meu humor. Porque nessa cidade, tem seu deus e ele quer que a ordem divina por ele imposta seja obedecida. Eu sou o deus da noite.
  Num dia, ouvi gritos num beco. Fui averiguar o que era. Quando cheguei lá era um casal fazendo indecencias, que eu, militar assexuado não admito que aconteça. Eles estavam nus e não sei porquê, moça parecia com medo. Perguntei à ela o que acontecera, ela disse que estava sendo estuprada. Olhei suas roupas, uma saia um pouco acima do joelho e uma camisa apertada, quanta indecência!! Merecia aquilo, então, a prendi, sem roupa mesmo, uma puta como ela deve ter gostado. O que eu devia fazer?  Estou honrando meus valores cristãos e como policia, devo purificar o mundo desses pecadores. O homem estava excitado. Mesmo depois dela ter saído, talvez esse indecente, queira fazer algo comigo. Perguntei à ele, o que havia tomado. Ele respondeu ter sido viagra. Era bem grande. Agarrei e ainda sobrava bastante. Ele sorriu, sorriso que acabou quando cortei o pau dele. Ele gritou alto e só por isso, o enfiei na bunda dele. Vi que ia gritar então logo bati na cara dele, destruindo um rosto. Olhei pra viatura e a mulher sorria, talvez tenha gostado do que fiz. Fui falar com ela, perguntar o porquê da felicidade. Ela me disse que eu tinha acabado com um estrupador. Talvez ela quisesse o mesmo. A tirei do carro algemada e a joguei no chão. Virei a de costas, fiz ela ficar de quatro. Peguei meu cacetete e coloque-o na sua bunda. Coloquei bem fundo. Virei-a de novo, pus meus dedos na sua vulva pra averiguar a profundidade, era apertada e jovem. Meu spray de pimenta talvez caiba, esvaziei ele antes jogando na sua vagina e ânus. Forcei bastante e entrou, ela chorava, não sei porque. Uma puta como ela devia amar isso. O coloquei lado a lado os dois, ambos chorando. Escrevi puta no corpo dela e tarada no dele. Os coloquei na viatura e os prendi. Foram jogadas nuas numa cela de prisão. Aposto que os presos adoraram essa nova impureza.
  Voltei ao trabalho, noite calma dessa vez. Parava de chover, dava pra ouvir os animais, as árvores, sempre olhei a lua. Sempre quis estar na lua, busco a lua. Às vezes acho que o mundo está perdido, mas existem pessoas como eu pra salvá-lo. Alguém tem que fazer algo. Aqueles intelectuais da revista, a moça irritada da TV, o filósofo autoditada que fuma cachimbo, todos fazem a cabeça de gente como eu. Simples que não consegue pensar. Eles dizem "Torture", eu torturo. É uma pena que não saibam o que faço pela nação. Com certeza eu ganharia uma medalha de honra. Acho pouco, eu deveria ser o ditador democrático do Brasil. Isso aí, isso que vou ser.....


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Ps : É uma história fictícia. Tem muitas metaforas e ironia. Não tem compromisso com o real. Eu já aviso, porque existem retardados que não entendem.

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