sábado, 1 de março de 2014

...Eu...

  Era uma vez uma criança que queria ser feliz. Ela não desejava mais nada, só isso. Pra isso ela estudou. Descobriu que o mundo era só uma pedra seca sem graça, com umas coisinhas desprezíveis que chamam de seres vivos. Foi uma desilusão das grandes, afinal seu sonho nunca se cumpriria, não existia felicidade sem mentira. E a mentira só traz o dobro de dor, que anula a felicidade. Não havia motivo pra continuar e ela não achou nada bom o suficiente. Foi desgostando de tudo que gostava, foi a cada momento se sentindo mal, até que ela resolve dar um fim nisso. Planeja suicídio. Só que se mostra covarde e não consegue. Pra se acostumar, ela começa a se cortar. Começou com um corte no braço...fez um na perna...nas coxas...partes íntimas...rosto...Em uns meses depois, ela estava com curativos e cicatrizes pra todo lado. Então finalmente tem coragem. Sai no meio da noite de pijama, arruma uma arma depois de se vender ao vendedor. Sem medo algum, olha para a lua, segura firme no gatilho e o som da morte toma o lugar. Suicídio com disparo na cabeça, fim...

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