terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Preconceito - parte 2

  Talvez pareça loucura te dizer que algumas pessoas simplesmente agem baseadas num arquétipo e mantém a vida toda se limitando a isso. Como por exemplo, alguns caras gostam de parecer aquele surfista bonitão, gente boa e da paz com bermuda e sem camisa. E na maioria das vezes realmente não são assim, basta algo sair do banal, como acidentes, que você percebe quem são as pessoas. Você percebe muitas coisas importantes. Talvez um dia seja saudável ter um acidente com algumas pessoas. Mas enfim, não quero falar disso e sim dos arquétipos.
  Arquétipos são modelos de pessoas e coisas relacionadas à algo (corrijam se estiver errado). Por exemplo, ao falar de heavy metal, você lembra dos rockeiros cabeludos, cheios de tattos e com roupas pretas, isso é um exemplo de arquétipo de um metaleiro normal. Mas não significa que todo metaleiro seja assim, é só um esteriotipo. Pra quem não conhece o básico sobre metal, ele se resume a isso. Assim nasce o preconceito. Pra quem sabe um pouco do metal, por exemplo, tem noção que tem aqueles caras que gostam de metal emo, de glam metal, e etc, e esses são bem diferentes entre si. Sem contar que não estou citando o fato de ninguém ser igual a ninguém, mas a grande maioria esmagadora age da mesma forma, mesmo sendo diferente.
  Assim nasce o preconceito, isso ocorre com qualquer tipo de grupo. Desde aquele preconceito com sua pouca idade significar imaturidade, até coisas mais graves como a preconceito sexual, com a sexualidade das pessoas, com a cor da pele e etcs. O problema não está apenas na generalização, mas também na perpetuação disso. Que pode acontecer de diversas maneiras, as mais principais vem da burrice e do medo.
  Do método burro com certeza é o mais utilizado. Esse tipo de pessoa é aquela pessoa que só ouve a si, que ouve apenas uma via pra tudo e é basicamente, um animal com roupas (e olhe lá!! ) bípede e primata. É aquela pessoa que gosta tudo da forma dela e da aceita pelos outros, qualquer discordância é vista como ameaça e como um animal, começa a gritar e possivelmente, irá te agredir. Esse tipo de gente é muito comum. Quando ouvem algo que não gostam, fazem bico e alguns se manifestam contra. Uma boa forma de saber, é falar sobre assuntos tabu, como sexualidade, religião, aborto, família (todo mundo diz ser a favor das famílias, mas não falam sobre elas), e etc. Eles certamente vão expressar serem leigos no assunto, pois por ser tabu, tem medo se serem pegos lendo aquilo, "vai que alguém não goste". Esse tipo de gente você não se conversa, você ignora e se tentarem te bater, os faça desmaiar.
  E se perpetua preconceito com medo. Aliás, dai que nasce ele. Dele vem aquele medo do escuro, por exemplo. Quando alguém continua no preconceito por medo, existe a possibilidade de se sair dele, só que o medo consome na maioria dos casos. Por exemplo, se eu achar que todos que gostam de funk são ladrões, eu vou evitar eles e tudo relacionado a eles. É claro que eu posso demorar pra entender que não é bem assim, mas pelo menos vou perder um medo.
   Enfim, espero ter ajudado ou mostrado outro lado de um assunto tão falado...

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