terça-feira, 12 de novembro de 2013

Relato 061

  Muitas coisas boas me aconteceram nesses quase 6 meses escrevendo. Arrumei ótimas amizades , aprendi muita coisa e agora tenho um namorado. Bem, dessas coisas boas, não garanto nada, não sei se vão dar certo ou errado, se são reais ou não. Bem, não ligo, prefiro aproveitar enquanto está tudo melhor que antes. Vi uma parte feia do amor, das pessoas e da vida, não acho que ninguém mereça tal desprazer. Descobri que muitas vezes o amor é apenas pretexto para alimentar o próprio ego, como meus pais fazem comigo. O amor pode ser usado como arma de guerra, não tem exemplos melhores do que os fanáticos por qualquer coisa, olha o que fazem. A vida não é fácil porque as pessoas a volta não são adultas o suficiente pra te deixar de lado e não te incomodar. Sim, eles tem que atrapalhar a sua vida, te discriminar se não for "normal", devem te humilhar pra no final do dia poderem rir do que fizeram. Sim, temos que aguentar isso,  "ser forte". Ah, devemos mostrar orgulho, é um dever seu, como cidadão da sociedade espetáculo capitalista, sim seu bobo, faça isso. Eu não ligo em parecer derrotada, afinal sou, fingir não ser, seria mentir, certo ? Odeio mentiras, emfim, não quero falar disso.
  Eu acho fácil aguentar certas coisas, mas por causa da repetição sem fim, me dá vontade de sair destruindo tudo, graças ao meu autocontrole não fiz nada parecido até hoje. Ultimamente ando percebendo que ando meio paranóica. Do nada, meu humor muda, vou do céu ao inferno. Tem dias que acordo bem, outros pedindo pra morrer. O intervalo que isso ocorre não é bem definido, num mesmo dia, por causa de uma briga boba, já fiquei triste. Sei lá, não sei entendo isso. Pode ser paranóia minha, e tudo isso ser normal. Sei lá, não tenho ideia. Eu deveria ir num psiquiatra, me tratar, só que infelizmente não posso . Graças à incompreensão dos meus pais e até porque não confio neles pra isso. Como não tenho a maioridade, acho que não posso nem me consultar sem autorização.
   As angústias sem sentido da jovem de classe média na cidade do sul não terminam ali. Eu me odeio. A minha aparência....não gosto dela. Me dizem que sou uma pessoa bonita. Só que eu mesma não acho. Tenho vontade de drogar ás vezes. Fumar um cigarro, beber vodka (sim, vodka), usar Lsd e etcs. Novamente, o autocontrole  me livra de problemas. Não tem assunto melhor pra falar agora do que sobre as pessoas que amo de verdade. Todas elas tiveram problemas com amor e pensaram em suicídio. Do grupo sou a única que começa a namorar pela primeira vez. Até num grupo de pessoas anti-sociais (sim, eles também são), consigo ser anti-social. Eles tiveram problemas com amor e eu nunca tive. Apenas malditos conflitos existenciais, que não fazem o menor sentido pra ninguém. Me considero muito, muito, muito boba. Passo dois dias sem falar com meu namorado, já começo a enlouquecer. Existem pessoas que perdem a pessoa que mais amam e mesmo assim continuam em frente. Eu não. Sem ele, eu me mataria. O bom é que ele ama. Mesmo eu sendo louca. Deve ser difícil amar alguém assim...Eu só queria um dia, acordar bem, me olhar no espelho e gostar do que vejo, estar com ele e as pessoas que amo....não peço muito.................

(ps : Sim, o post é ruim e a moça é malcomida, pior, virgem.)

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