sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Relato 058 : Não foi um ano tão ruim pra mim

  Não digo que passei por coisas horríveis, mas que foram difíceis de superar pois estava sozinha. Tive sorte por não ter nascido num país em guerra, por meus pais não terem me abortado, por ter nascido em 1996 e não em 1496, coisas assim me fazem sortuda. Tive a sorte dos átomos do meu cérebro formarem neurônios com boas ligações sinapticas que me permitem aprender. Mesmo nos meus momentos de tristeza mais profunda (que poucos desventurados experimentam na vida) , eu me achava sortuda. Meu pessimismo e minha imaginação permitem tal. Odeio andar nos ônibus ruins de Florianópolis, mas lembro que existem lugares onde caminhões velhos fazem o papel de ônibus. Podia ser pior....só que não é.  Ótimo !
  Esse ano minha visão de mundo se expandiu mais do que o normal. Percebi coisas que fariam qualquer um ficar meio paranóico. A inexistência de sentido, de deuses, de moral boa ou má, junto com a inexistência de sentido veio a irracionalidade da esperança, a ideia de que não existem muitas pessoas para conhecer, que a maioria das pessoas são como "máquinas", que os que se aprende algo são raros e etc. Parecem pensamentos simples, para alguns é complexo. E tenho certeza que não para por aí. Esse ano foram 3 vezes que pensei sério em suicidio, (com exceção de outubro e setembro(não sei o certo)) o resto passei profundamente triste, apatica, com excesso ou falta de sono, com pensamentos paranoicos sobre doenças e etc. Não foi um ano bom, porém se comparado a outros, foi melhor. Nesse mesmo ano : melhorei minha auto-estima (de uns meses pra cá), arrumei duas amigas de verdade, uma pessoa por perto que posso confiar, aprendi várias coisas sobre ateísmo, a sociedade e sobre dominação e o mais importante....achei meu grande amor !!!
   Graças à ele estou feliz, posso dizer que o amor dele curou minha doença....Hoje cultivo sonhos simples, vivo o presente, e sobrevivo com o amor. Tudo o que eu quero é estar com o meu amor, ter uma Fender Stratocaster(ou uma Peavey Raptor SSS)  roxa, com pedal Behringer Superfuzz Uz400 com um amplificador Orange ou Peavey , e achar equilíbrio físico/mental/emocional. Apenas isso, só por isso vivo.

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