domingo, 27 de outubro de 2013

Sol - Parte 7.5

  No elevador, que estupidamente era todo espelhado, havia um monitor e um telefone, mais uma câmera rosa tosca, ao fundo uma bossa-nova tocando. Ao lado do telefone havia um leitor de digitais, onde Rose coloca um dos polegares. Num instante, a tela do monitor se liga e um rosto familiar surge. Um homem cheio de piercings e o moicano punk que conversou no acampamento rebelde. Rose afasta Leo do monitor para que não o veja. Coloca-o na parede e diz "Acho melhor você não ouvir o que vamos conversar aqui. É arriscado para quem não tem a imunidade política que tenho. E tudo o que disse lá atrás, nunca deve ser dito a quem você não confia ou que tenha "chipado" o cérebro, esses chips gravam tudo, todo pensamento é monitorado. Essas pessoas são aquelas que vivem na melhor parte da cidade, a utópica justamente por usar tais chips. Os guardas da cidade, o exército oficial, as tropa de elite e outros órgãos oficiais, usam. As forças que caçam rebeldes, os mercenários, a polícia secreta, nenhum deles usa, claro, as pessoas da parte pobre da cidade, os rebeldes...Só quero que saiba que pode confiar em mim." Leo fica  sem reação, Rose "Isso é um sim..Ok, não olhe", e ela volta a conversar com o homem.
  Parecia anotar códigos, senhas, ou algo que precise ser anotado para não ser esquecido. Leo percebe que estão desarmados, num prédio cheio de homens armados que querem matá-los !! De repente o elevador para e Rose parece ter terminado a conversa. Ela olha pra ele e pergunta "Ouviu alguma coisa ?", ele negando com a cabeça e dizendo "Não, não nada e você ?", ela meio rindo "Não também."
  Ela se abaixa, manda ele fazer o mesmo. Com destreza a muita habilidade, ela abre uma passagem no chão do elevador, tira dois sacos pretos. "Me ajuda a desembrulhar." Disse ela. Dentro destes havia corpos de duas pessoas queimadas. "Muito inteligente, forjar nossa morte !!" pensava ele. Ainda se perguntava, como uma moça tão bela poderia ser ao mesmo tempo, tão corajosa, meio paranóica, o que a motivava ser assim ? "Pronto ! Ei, ei não precisa tanto, temos a mídia manipuladora ao nosso lado." disse ela sorrindo simpática. "Bem, tenho que explicar o porquê de tudo isso : O governo quer ter desculpas que justifiquem as recentes caçadas em massa que vem ocorrendo, a explosão desse prédio seria uma. Este prédio, foi o primeiro prédio dedicado a fazer a lavagem cerebral individual em pessoas que sejam contra esse governo. Ele é símbolo. Destruir ele seria um orgulho para todo rebelde, pareceria um ataque terrorista, logo o governo pode mandar mais caçadores. Com essa desculpa. Genial não. É uma tática antiga, data 2001, os yankees que inventaram." Terminou ela, dizendo tudo isso sorrindo no final. Ele faz um olhar de surpreso, e diz "Você é genial ! Mas afinal pra quem trabalha ?". "Pra ninguém, sou dona de uma agência que possuiu os segredos desse governo, dos rebeldes e da polícia secreta." Rose ela sorri como uma adolescente boba e diz "Eu sou incrível ". "Se é tão incrível, pra onde vamos ?" perguntou ele. "Só me segue.." disse ela.
   Desceram na passagem abaixo do elevator e lá havia outro elevador com dois botões, um verde e outro vermelho.

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