domingo, 29 de setembro de 2013

Yoko Shinonki

  Nas colinas francesas havia um bar de um japonês chamado Yoko Shinonki. Neste bar bebiam os perdidos que procuravam alguma ajuda, depois da família os odiar, das igrejas não querer receber seu dízimo e fazer lavagens cerebrais, dos hospícios lotados os rejeitar, eles iam no bar de Shinonki. Que era um sábio samurai. Um que mesmo no século XX manteve o sua conduta samurai intacta. Ele havia se aposentado da guerra, não queria mais lutar, apenas  em extremo caso lutaria. Ele queria ajudar as pessoas de outra maneira melhor. Um bar com certeza não foi sua melhor ideia, mas era mais barato que uma boate. O álcool faz as pessoas se tornarem bobas e bobos brigam. Para amenizar esses efeitos agressivos, Yoko Shinonki só vendia vinhos, vodkas e cervejas artesanais. O segredo dele era um pequeno calmante que colocava na bebida acelerando os desmaios e evitando brigas. Nesse bar ele, como todo barman, ouvia atentamente seus clientes. Numa história uma jovem alemã havia se apaixonado por uma judia. Elas namoravam secretamente, já que ambas as famílias não aceitavam. As perseguiam por isso. Elas fugiram em direção da América para conseguir achar um bom lugar para morar. Mas no caminho, jovens soldados alemães as perseguiram, graças as denúncias dos familiares. E conseguiram pegá-las. Estupraram as duas e só mataram a namorada dela por ser judia. Essa morte a entrisreceu muito. Sozinha, grávida de um estuprador, sem casa, sem família, com nada a perder. Um dia ela foi no bar de Shinonki. Bebeu, bebeu, contou sua história à ele. Alguns se comoveram e resolveram ajudá-la. Uns ajudavam com a comida, outros com roupas e o barman a ajudava dando-lhe um emprego de garçonete.
  Há outras histórias como essa. Como a de dois jovens franceses que roubavam bancos e deixavam o dinheiro na casa de alguém. Ao estilo Bonie e Clyde, Francis e Joan roubavam bancos e também outros lugares. Só que não deixavam muito para si. Pegavam o suficiente para si, como gasolina, munição e comida. Numa dessas fugas entraram rapidamente, perguntando se podiam se esconder ali até a polícia parar de procurá-los, o barman aceita e os esconde num porão. Os policiais entram e logo vão perguntando à todos "Alguém viu esse casal ?" (mostrando a foto). E todos, mesmo tendo visto, negavam. A polícia saia e eles ficavam seguros. Distribuiram o dinheiro com todos, dando boa parte para Shinonki. Que fez reparos no bar todo, algumas melhorias e podendo contratar um chef de cozinha. Que era um velho amigo do Japão.
  Num dia, entra lá uma moça chorando que queria um lugar pra morar. Bem, ninguém tinha esse espaço. Então, o velho Shinonki pergunta à ela o que havia acontecido. Ela revela ser na verdade um jovem que queria ser uma moça. E se vestia secretamente às noites e quando saia. Num dia foi vista pela mãe. Esta logo sacou uma arma, começou a gritar constantemente "Morra !!! Besta do inferno !!! Morra !!! " e atirando. Ela saiu correndo, e tinha certeza que não deveria voltar. Bem, não tinha pra onde ir e viveu nas ruas da pequena cidade.  Sempre evitando a prostituição, algo que indesejado para ela. Passou fome e frio e sede e medo nesses dias. Achou o bar de Shinonki e entrou. Sentia que deveria entrar . Bem, o barman precisava de outra garçonete e mais alguém na cozinha. Ofereceu os empregos e ela aceitou de cara o na cozinha. Curioso, ele pergunta se ela sabe cozinhar e ela disse que sempre ajudava a cozinheira na casa dela e que cozinhava muito bem. Para provar ela fez um frango assado. Que ficou tão bom que não sobrara nada dele. Ela foi trabalhar na cozinha. Naquele bar eram aceitos até os que nem Jesus perdoaria. Um lugar para os perdidos que deveria existir.. .

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