segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ferro frio

  Bem tudo começou com uma vontade de ser livre, pois de dentro do seu quarto ela via da janela o belo mundo que havia lá.fora. Apesar de ser todo de gelo, mesmo assim todos achavam maneiras de divertir. Havia neve por toda parte e as montanhas que tocavam os céu fazia muitos a escapalarem, pois achavam que eram abençoados ao fazerem isso.
  A casa dela era numa vila perto de um lago que no inverno era perfeito para a patinação na neve e no verão era um ótimo lugar para nadar. Era um lugar cheio de vida o ano todo. A garota acompanhava tudo pela janela e queria muito estar lá.  Toda manhã ela perguntava pra mãe se podia ir lá, a mãe dizia "Você não é compatível com os eventos lá fora, por favor atualiza seu sistema." A filha insistia e a mãe repetia o aviso. O pai que sempre estava lendo jornal dizia "Um dia nossa equipe irá criar uma atualização para o seu sistema." Ela nunca soubera de sistema nenhum. A rotina dela exata, tudo no dia dela se encaixava perfeitamente. Aulas pela manhã, exercícios à tarde, lanche da tarde, aulas de novo, jantar e dormir e novamente igual no outro dia.
  Em biologia se aprende que óleo mata os seres vivos, pois então uma vez ela viu o pai dela fazendo isso. Na tentativa de experimentar o mesmo, passou duas na cama doente e quando se recuperou levou choques como punição. Aliás, toda pergunta ( menos a relacionada ao lago) feita era repreendia com um choque e aos poucos ela foi deixando de fazê-las. Nunca se soube o porquê da pergunta sobre o lago não se levar choque, ela não podia perguntar, se não, choque de novo.
  Num dia qualquer e inútil, o inverno estava tão gelado que seus pais morreram de frio. O teto do quarto havia caído. A curiosa menina percebeu que os pais dela estavam conectados na tomada, e pelo que aprendeu, máquinas são ligadas na tomada. Ela nunca foi ligada na tomada. Logo, com lágrimas frias percebeu que seus pais eram máquinas. Os que criaram ela desde criança. Ela saiu. No frio ártico pediu ajuda as outras pessoas na vila. Mas ninguém respondia, sempre dizendo "Procure "ajuda e suporte". As pessoas da cidade eram metalizadas e falavam coisas toscas como seus pais. Ela procurou "ajuda e suporte", porém este se encontrava indisponível. Sem agasalho e pedindo por um, ela tremia. As pessoas eram máquinas e agora graças ao frio morrera nas ruas infeliz....
 

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