terça-feira, 6 de agosto de 2013

Relato 037 : Obsessão materna

  Hoje(05/08/2013) foi um dia esclarecedor na minha vida, muitas coisas fazem um sentido que assusta. No café que tomo antes de ir pra escola foi um dos momentos esclarecedores. Só o fato de eu tomar café na caneca de uma maneira diferente, ao invés de tomar como todos, tomo-a como se fosse um copo. A minha mãe já me repreendeu e soltou um "só quero que seja normal." Isso explica a implicância com a minha aparência, com o meu jeito, porque o vê como anormal. Ela sempre não gostou de coisas diferentes, apesar de não afirmar com os próprios lábios. As ações dela fazem isso, o olhar que faz pra essas coisas. Um olhar de não gosto e não aprovo isso. Fui pra escola, só que dessa vez indiferente com tudo. Com as aulas chatas, as mesmas pessoas chatas de sempre, antes eu ligava, agora não mais.
  Não disse "tchau" pra minha mãe, pois achava que estava dormindo. Sempre digo, pra depois ela não ficar me enchendo saco. Porque sinceramente, nunca diria isso. Temos que mentir pra ter um pouco de conforto. Enfim, sai 2 aulas mais cedo, porque um dos professores quebrou a clavícula num jogo de rugby e o outro não sei o porquê da falta. Voltei pra casa depois do recreio. Entrei em casa e fui direto pro meu quarto dormir como sempre faço roboticamente. Na porta do meu quarto havia um bilhete escrito "Favor dar boa noite pro seus pais e dar tchau ao sair de casa." Sabia de quem era, porque só a minha mãe seria tão chata pra fazer isso. Ela veio me abraçar e dizer várias coisas non-sense pra mim. Fiz que ela não fez isso, pois é estranho demais. Ok, fui tomar café depois disso. E ela começou a falar umas coisas que não lembro. A conversa foi esclarecedora. Depois de um tempo "conversando", porque metade do que eu dizia ou ela não ouvia ou dizia que era besteira. Percebi que ela tomava vinho, por estar mais magra e com estômago menor, porque fez cirurgia do estômago, o vinho talvez tenha a deixado bêbada mais rapidamente. Isso explica porque estava tão sorridente e carinhosa. Nessa "conversa", ela falou que via espíritos e que pedia conselhos à eles (depois vem falar que falo besteira). Que alguns sonhos eram lembranças e etc.  Eu sei que não são, mas os espíritas dizem isso. Acho que ela é médium, algo assim. Ela sempre procurou igrejas e religiões pra seguir, talvez por medo. Até disse que os espíritos manipulavam a vida dela. Me diz pra ser responsável e acredita que espíritos manipulavam a sua vida, ok mãe... Num momento chegou a me perguntar se eu era autista... Começou a me perguntar se eu amava a minha família. Respondi o que ela queria ouvir, porque bêbados querem ouvir o querem ouvir, do que não gostam reagem de uma maneira infantil, choram, batem e gritam. Menti dizendo que amava. Algumas pessoas funcionam assim, diga pra elas o que elas querem ouvir e elas te amaram.
  Ela tem uma obsessão por mim, não amor. Acho que o fato de ela ter desfeito a cirurgia pra não engravidar, eu ter nascido do jeito que ela queria (menino), a faz pensar que tem um brinquedo que pode fazer ele ser do jeito que ela quiser. Antes de eu sair da mesa pra dormir, me abraçou e tão obsessiva quanto Smigou era pelo anel em Senhor dos Anéis, dizia quase as mesmas coisas que ele. O fato é que ela quer tudo à maneira dela, ignorando o fato de eu ter consciência ou não. Com certeza, meu irmão não tem a consciência que eu tenho, como todo resto da minha família. Cada vez que ela me diz que faz coisas pra mim, sei que na verdade é pra ela, o ego dela é grande. Jogar o tempo todo na minha cara que ela fez a cirurgia pra que eu nascesse, não passa de uma chantagem emocional pra que eu seja o que ela quer, pois quer a vidinha perfeita.
  Ela quer que eu seja normal e que tenha muita grana, a ironia é que quem é normal não tem tanto dinheiro assim. Se eu quiser ter o mínimo de felicidade nessa vida, tenho que ficar longe deles....

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