quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sol - parte 5

  De novo um pesadelo ocupa a mente de Leo. Desta vez, ele era um carrasco na época que não inventaram a guilhotina. Nesse sonho ele não era apenas o carrasco, mas também um juiz. Ele estava encarregado de julgar e se necessário executar os culpados. Vestida com um vestido vermelho com um buquê de rosas em mãos, Sol, deveria ser julgada. Apesar de ele ser o juiz, ainda existia a velha briga entre "defesa" e "ataque" dos tribunais. Bem, um lado dizia que ela era perigosa o outro dizia que ela era inocente. Mil palavras ditas de um lado e outras mil do outro, Leo não entendera nada. Quando ambos os lados perguntam à ele "Então senhor juiz e carrasco, ela é culpada ou inocente ?". Todos o olham ansiosos e a multidão grita pela execução dela. Ela olha profundamente nos olhos dele e diz "Faça!". E o pesadelo se desfaz.
  Leo acorda caído no chão ao lado da cama. O que assusta alguns rebeldes. Uns levam na esportiva, já outros não, o encaram de uma forma de "Ah! Se eu tivesse visão de calor..." pensavam os rebeldes. O líder aparece e manda todos para "casinha". Ele se aproxima de Leo e diz "Pesadelos ? Bem, todos temos, a diferença é que alguns conseguem lidar melhor com isso." Ele pega do bolso um comprimido e diz " Quando não conseguimos dormir usamos isso. Era usado para ter supersonhos, com esse comprimido é possível sonhar até mesmo acordado." Leo responde "Legal". O líder diz "Vai dormir vai amanhã iremos te explicar como o Governo Internacional se instalou." Leo volta para a cama em silêncio.  Ele olha para o comprimido, "Supersonhos, hum" pensa e logo o toma seguido de um copo d'água. Rapidamente ele dorme...
  Se vê caindo de um prédio, no seu topo quem o empurrou, Sol. Gritando e de olhos fechados chega ao chão e se vê numa lanchonete. Lá estava ele sentado. Ele perguntou para garçonete sobre Sol e ela diz que ela já estava chegando. A televisão mostrava seus programas ruins, o relógio com seu velho "tic-tac", a chuva caia lá fora, os carros businavam, um casal trocava gracejos e um rapaz paquerava a garçonete. Sol entra com seu guarda chuva com bolinhas, um sobretudo ,uma camisa extremamente simples e shorts curto. Como ela estava adorável com sua tiara de princesa e maquiagem forte. Com um sorriso ela se aproxima dele e diz "Oi, a quanto tempo. Como você vai?"  . Leo responde "Acho que vou bem." Ela senta e pede um café. Olhando ele e tomando o café, ela pensa no que dizer. "Olha, desculpa. Eu não devia ter injetado aquilo em você, é que você estava sendo procurado e eu resolvi forjar a sua morte com aquilo..." ela começa a chorar e continua "Me vi sem saída, com medo de perder..." a maquiagem começa a borrar e ela tenta se recompor. Ele tenta confortá-la segurando nas mãos dela. "Eu acho que tenho que dizer uma coisa importante, foi pra isso que vim. Essa droga tem as alucinações mais realistas possíveis, alguns que a usaram criaram até novas religiões. O fato é que ela acaba criando praticamente uma nova realidade. Você acaba vivendo numa realidade ilusória e na real. O principal problema é que você não consegue distinguir uma da outra. Até mesmo sonhos e/ou alucinações causadas por outras drogas parecem ser reais. O efeito dessa droga dura 1 mês, muitos que a usaram não duraram uma semana e os que sobreviveram ou criaram novas religiões ou enlouqueceram. É claro que existem exceções, conversei com ele e ele me disse que você tem que sobreviver nos dois mundos. A última semana é a pior, a alucinações se tornam mais como pesadelos, que podem te levar a ter infartos, ter ataques epilépticos e sentimentos intensos." Leo surpreso diz "Eu te amo". Ela o beija e o sonho se desfaz.

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