domingo, 7 de julho de 2013

Relato 028 : Esse texto foi pura inspiração hehe

  Por um momento nada valia a pena, os pães, a família, o ouro, suas posses e cada momento viva. Os delicados momentos doces eram o que importavam. Os olhos atentos na rua a fazia rir da tolice dos outros. De como reclamam diversas coisas e ao mesmo tempo essas coisas então na frente delas. Ela ria como uma psicopata de dramas tristonhos em que todos choravam de emoção. Uns reclamavam do sol forte, enquanto ela aproveitava fechava os olhos e sentia o calor da grande estrela. O vento frio que dava calafrios em alguns a fazia gemer de prazer. Acho que ela era uma das poucas que sentiam a energia da música, na verdade acho que ela era uma das poucas pessoas que ainda escutavam música. Imaginação fértil, quase esquizofrênica daquela "menina". Acha ironia nas pequenas coisas, como poesia no futebol, logo o esporte mais prestigiado como opção de matar o tédio, afinal é uma das armas da arte de matar o tédio, o entretenimento. Diante dos seus olhos ela vê uma coisa chamada liberdade morrendo a cada dia, ela pensa que as pessoas não procuram ser livres, mas mais presas. Gostam de se viciar, sempre inventam algo para se viciar, desde séries de tv passando por drogas chegando nas crenças, como as religiões. As pessoas procuram os vícios por medo. Assim ela vê a liberdade, desculpa para  fazer guerra, se destruir num piscar de olhos. A cada ano que vivemos mais dependentes nos tornamos. Alimentar o ego não é fácil.
  De pura inspiração ela gosta de fazer as coisas, de pura inspiração ela escreveu o que escreveu aqui. Escutando música de sua banda favorita que ela mesma duvida que mais alguém além dela escute também. Ela ri da própria falta de coragem que aprendeu a ter. Da situação de que não tão ruim assim, conseguiu arrancar lágrimas de seus olhos, mesmo não tendo o porquê de chorar. Nada de demais, alucinação do isolamento, isolamento que ocorreu por falta de opção e coragem. Não é fácil encontrar alguém que goste de conversar de filosofia e música. Porque todo mundo só sabe falar do que comprou e do que vai comprar, do viu e do que vai ver na tv, do que fez e vai fazer no emprego e o triste é que isso é monotomo. Com a sua covardia aprendida e seu coração confuso de amor ela continua por aí, nesse belo mundo decadente. Neste mundo apenas existem os que não deixam de existir, lógico rsrs. Eis um momento de inspiração.

"O melhor sobrevivente sabe a hora de ficar e lutar e o momento de correr o quanto pode para o mais longe possível." Marlin Rose Jones
 

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