sábado, 6 de julho de 2013

O filho do chaveiro

  Num belo dia em 1965, a pequena Carla chegava da escola. Porém havia um problema, era esquecera as chaves na escola. Como a mãe havia morrido , o pai estava viajando e seu irmão que de tornou responsável na ausência do pai trabalhava. Garota esperta, conhecia o filho do chaveiro, o seu pai não gostava de vê-la com ele, já seu irmão nem ligava, eles eram amigos. Ela vai até um telefone público e liga para a casa dele. Ela num tom doce, quase sensual pede para que ele abra a porta. Ele mente poluída e bobão vai ao encontro dela.
  O filho do chaveiro chega, mas para a decepção do rapaz a porta era mesmo a porta e estava trancada. Mesmo assim não era "probrema" como dizia Lula. Ele sabia algumas coisas sobre fazer chaves. A menina entusiasmada o beija no rosto, o que o deixa vermelho. Logo, ele para mostrar que sabe o que faz, analisa a fechadura. Faz três chaves. A primeira, não dá certo, a segunda nem encaixa e a terceira quebra na fechadura graças a insistência da garota. A pobre não conseguiria entrar em casa novamente até as dez da noite no horário de Brasília, a nova capital brasileira.
  O rapaz se sentindo culpado, pensa numa forma bem simples de abrir uma porta, a destruindo. Ele toma distância e a arromba. A garota ao mesmo tempo brava e grata por ele ter quebrado a porta, o convida para entrar. São apenas dezoito e meia no horário de Brasília, talvez dê tempo para fazer o que ela planejou.

Moral da história : Quando uma porta estiver trancada e você sem a chave, arrombe-a.

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