sábado, 15 de junho de 2013

Sol - parte 4

  Acordaram na madrugada aos sons de novos tiroteios. Quando Leo acordou viu Gabriela na janela apenas observando tudo o que acontecia, Leo disse "Cuidado, eles podem acabar te acertando!" e ela "Se essas pessoas não se importam porque devo me importar, lutar pelo ideal de liberdade, só me trouxe problemas, eu era uma dessas pessoas até conhecer você. Eu era totalmente selvagem, eu saia na rua me manifestar para mudar o mundo com cartazes e depois nós começamos a fazer vandalismo. Graças a você descobri que tudo isso não ajuda. Para derrubar esse governo, ou qualquer um, é necessário destruí-lo por dentro. Foi assim que na época, o Brasil foi destruído, não foi graças ao "Governo Internacional", mas sim, graças à própria população.". Ele disse " Então você sugere que entremos dentro do "Governo Internacional" e sabote-o?", ela diz " Exato, porém precisamos de ajuda e isso só encontramos na cidade. Os anarquistas desta parte da cidade não vão nos apoiar direito, pois nessa região que estamos eles são do tipo que prefere uma abordagem mais agressiva. Na cidade sempre existe alguém para essa tarefa e que possa nos ajudar.", Leo responde " A cidade não é o lugar com mais pessoas fiéis ao "Governo Internacional"?", ela vira ,senta na cama, olha para ele e diz " Sim, na cidade temos mais pessoas fiéis ao governo e também pessoas que o odeiam. Não que aqui não tenha esses tipos de gente, é que aqui é mais perigoso, graças aos caçadores de rebeldes que vem aqui caçar. São como mercenários, que são pagos pelo governo para perseguir os que são criminosos ou inimigos do estado e trazê-los de volta para cidade, vivos ou mortos. Além de ter esses caras, tem esses rebeldes fanáticos, em que não se pode dar um sinal de ser à favor do governo internacional, a mínima suspeita e eles já querem te matar."  e ele diz "Pelo menos temos contatos de confiança na cidade ? Pois apenas nós dois sozinhos não conseguimos derrubar esse governo." "Sim, eu tenho alguns amigos, pelo menos acho..." ela diz , "Como assim?" ele diz, "É que a gente havia namorado antes, acho que deve me odiar hoje em dia." ela, " Por que vocês romperam? ele, "Problemas de casais." ela, "Ah, entendi."
  Logo, uma explosão acontece no prédio à frente do deles, os demolidores destruiam tudo sem aviso. "Vamos sair daqui!" ela diz, se vestiu rapidamente com sua farda e pegou as armas escondidas, deu pistola à Leo, correu para descer até as escadas e ele a seguiu. Era possível ouvir os demolidores posicionando as grandes máquinas de demolição, que eram como grandes tratores que podiam plantar bombas. Eles descem as escadas rapidamente e no térreo Gabriela avista antigos amigos, grita pedindo carona, já que os tanques demolidores já estavam perto, logo após entrar atiram um dardo tranquilizante.
  Leo tem um pesadelo. Logo começa a cair, no pesadelo, a queda parece sem fim, até que chega ao fundo. Apenas uma luz o ilumina acima dele, em volta dele apenas a escuridão. Sol surge nas sombras com um manto dourado com capuz na cabeça. Ela vai indo até ele, ao passo que chega, tira o capuz e diz "Me desculpe". E o beija. Tudo some, inclusive ela, no sonho se vê num hospital. Não era um hospital bonito, era um hospital público. Ele está num quarto desse hospital, há sangue nas paredes e em sua cama. Há uma mensagem escrita à sangue fresco "Bem vindo ao inferno" e abaixo disso um pentagrama invertido brilhante como fogo. O ar parecia pesado. Logo ele resolve abrir as janelas, não consegue ver nada. O ar esfria repetidamente e uma voz rouca diz "Você morreu! Venha comigo, eu sou a morte.......". Ele se vira....uma sombra se desfaz....o frio some...e a voz volta a falar "Aqui diz que você morreu porque uma garota injetou em você uma droga militar chamada "Xanadu". Você morreu de overdose. Parabéns morreu como um rockstar.". Ele vê uma figura esquelética com um capuz que vai até o chão. A morte com um tablet na mão. Leo assustado diz "Você....é....a...morte?". Ela responde "Sim", ele "Cade a sua foice?", ela "Ela se materializa quando quero, olha só!" e foice aparece numa das mãos. "Como funciona esse esquema de.....as pessoas morrerem?" Leo diz, "Ah sim, não existe esquema e eu não existo. Já ouviu falar de guias nos sonhos? Pois então, eu sou uma dessas criaturas, poderiam ser um anjo, poderia ser um guia, mas com você....só tinha eu, por causa da sua experiência de quase morte." A morte diz, e logo dá à Leo uma folha e some. Na folha diz "Manual Básico de Sobrevivência no Inferno - Para principiantes." o título, no primeiro texto diz "Inferno que você vê aqui é baseado em todos os infernos idealizados. Cada coisa aqui existe para te assustar, porém todos os medos vem da sua mente. Se você reconhecer isso, vai conseguir sobreviver....não...talvez. O inferno é geralmente quente graças às tensões que o seu nome evoca nos visitantes, portanto se achar água armazene-a. Muitos morrem de sede. Aqui você nunca terá fome, pois o tempo não existe aqui. Você só tem sede porque está morrendo...a explicação : ninguém sabe. Não deixe se machucar, cada ferimento te deixa cada vez mais perto da morte. Ou seja, vou ter que te matar..

                   Com carinho
                A morte."

Em sua mente Leo pensa : "Ok, morte, lá vamos nós......" e pega uma pequena faca que estava em cima da mesa cheia de sangue seco. Abre a porta, saí. No corredor diversas imagens de criaturas horríveis e seus nomes escritos em baixo, Satanás, Shiva, Chtululu, Justin Bieber e Barney o dinossauro. A idéia de ser perseguido por Barney o dinossauro o incomodava demais, já que ele era responsável por forçar todas as outras criaturas a se aposentar para não ser destruídas, a exemplo de Rafinha Bastos que o desafiou. Rafinha perdeu a luta e foi obrigado a contar uma piada escrita por Barney. Que por sinal era horrível. O exército do mal de Barney era responsável por derrotar a Europa e os Estados Unidos, numa guerra secreta, os perdedores foram obrigados a dar milhões à Barney. Graças à isso a crise econômica se originou. O exército desse monstro púrpura claro, era conhecido como E.M.O ( Estranhos Monstrinhos Oprimidos). Ao invés de armas se utilizam de ursinhos fofos, músicas fofas, até mesmo de palavras novas como "Miguxo", assim chamam uns aos outros.
  Leo vai à uma direção, no caso a direita. O corredor parece sem fim. A música horrenda de cantada por Barney. A letra é assim :
" Amo você! Você me ama!
Somos uma familia feliz.
Com um forte abraço
E um beijo te direi:
"Meu carinho é pra você"."  Aquela melodia horrenda se espalha no ambiente, junto com uma neblina púrpura. Era Barney correndo atrás dele. Agora a vida de Leo estava em jogo, aquele monstro o perseguia. Até que ele se teletransporta para na frente de Leo e diz "Eu amo você". O abraça....
  Leo acorda suando no hospital dos rebeldes.........

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