terça-feira, 21 de maio de 2013

Sol - Parte 1

  Eu estava pensando se existia  outra forma de expressar idéias em textos. E a resposta foi: existem infinitas formas de expressão através das letras. Uma delas é a poesia, outra é a música, os contos e etc. Escolhi fazer um conto, pois nos contos há poesia e há música e eu amo as duas coisas.
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  Era tarde da noite e Leo não aguentava mais não conseguir dormir por causa de seus problemas, andava de um lado para o outro no apartamento 225 que morava com a família, mãe e seu irmão mais novo, tinha uma irmã que fazia faculdade. Na infância a mãe tinha separado do pai, porque o pai era drogado e batia nela, a mãe sustentava a família pois ela era única naquela casa de 4 pessoas capaz de fazer isso naquela época.
  Ele cresceu se sentindo meio esquecido, apesar de não ser solitário, tinha amigos porém só podia confiar é claro no seu melhor amigo Sid. Naquele verão Sid viajou para um lugar chamado Inglaterra, Leo teria ido junto mas como a mãe dele passava muito tempo trabalhando, ele não conseguia falar com ela sobre isso. Ela também nunca faria algo assim por ele, o orgulho dela era a filha, Joan. De pele clara, cabelos louros, olhos azuis e um corpo que fazia o próprio irmão pensar em incesto. Ela cursava enfermaria, o que era estranho para a garota que queria ser atriz. Talvez por influência da mãe que, sempre quis ser enfermeira, ela tenha escolhido esse curso.
  O passado mais antigo não era o único que o incomodava, o passado recente também o assombrava.
  Num dia horrível de feio de inverno, ele saiu com uma garota que nem sabia o nome. Era era muito louca, louca a ponto patológico. Os olhos castanhos sempre penetrantes, o sorriso de alguém que um dia não sorria muito, as curvas perigosas, o corpo marcado de cicatrizes segundo ela propositais, os seios pequenos porém perfeitos e uma grande tatuagem do sol nas costas.
  Ele a chamava de Sol naquele dia nublado. O encontro deles foi muito peculiar, ela viu, sorriu e o convidou à largar um dia de trabalho para um pouco de diversão. Ele aceitou como todo homem hetero faria, olha situação: a vida tá um saco, tinha acabado de sair de um relacionamento robótico, a mãe o odiava por ter sido o único que discordou em fazer o que queria, faculdade de direito, porém foi burro o bastante para escolher contabilidade quando ele mesmo odiava matemática e ainda trabalhava como assistente administrativo, emprego que detestava . Me diga o que ele tinha a perder? O emprego que odiava? O curso de contabilidade universitário que não queria ter feito?
  E foi exatamente isso que Sol perguntou à ele naquele dia, ele ficou em silêncio por uns momentos pensando na resposta e quando terminou percebeu o quanto aquela misteriosa garota estava assustadoramente certa. Pela a demora do rapaz, ela saia vagarosamente da frente dele na esperança de que alguma reação viesse de Leo, até que ele coloca mão no seu ombro e diz "Nada, meu bem! Eu não tenho nada a perder!".
  Ela sorriu e o beijou no rosto, o que deixou ele meio sem graça e bochechas vermelhas. Ela pegou pegou nas mãos e disse com uma felicidade anormal " Vamos nos divertir então, você está esperando o que ?" . Rapidamente ela o puxou e o tirou daquele terminal de ônibus que pela manhã era triste de morrer, literalmente pois umas 3 ou 4 pessoas já haviam se matado ali. Logo foram comer sorvete, cheirar as flores da floricultura, dançar na rua com a música dos músicos de rua, tirar umas mil fotos, rir de piadas bobas, ver uns filmes no cinema e outra mil coisas divertidas, simples loucuras juvenis.
  O céu estava nublado mas ela era tão radiante que nem parecia que iria chover, o dia só tinha um brilho, ela, Sol.
Caminhando pelas ruas da cidade sob o luar da grande lua cheia, rindo dando gargalhadas das piadas bobas que contavam um ao outro, até Sol dizer "Tenho que ir" e Leo "Se quiser eu te acompanho até a sua casa", ela "Não, eu tenho que ir sozinha", ele "Por quê? Eu não entendo?", ela "É melhor que não" e saiu correndo. Leo correu atrás mas ela foi mais rápida e conseguiu pegar o ônibus que passava no ponto.
  Naquele momento ele ficou desolado, por que ela faria isso tudo comigo? E por que saiu correndo dessa forma? O que fiz de errado? Se perguntava no caminho para casa. O que o mais o incomodava era que ele não sabia o número dela e se Sol era mesmo o nome real dela, e mesmo se fosse, o sobrenome, ele não sabia, o seu sobrenome, e isso irritava. "Que tipo de pessoa sai para se divertir com uma pessoa que não sabe nem o nome direito ? Ah! Sim você, Sol".
  Ele não se conformava, por isso pesquisou na internet e mil resultados, nenhum era sobre ela, e aí pensou "vou na polícia, mas aí eles vão dizer que precisa de 48 horas para dar ela como desaparecida."
  Aquela garota conseguiu num dia o fazer sentir melhor, e por que não, apaixonado?
  Ele pensou "Ela só queria ser feliz e me convidou a ser também, talvez eu devesse procurar ser feliz como ela. Sentir o momento como ela fazia. Esquecer o passado, sentir o presente e construir um futuro." Levantou da cama, pegou uma mochila e encheu-a de tudo que achava necessário, escreveu um bilhete dizendo que ia sair de casa e deixou uma quantia em dinheiro. Colocou o bilhete e o dinheiro em cima da mesa da cozinha.
  Desceu as escadas do prédio, ao invés de usar o elevador, as usou pois não queria ficar lá parado no elevador como sempre fazia. No térreo pagou a parcela do condomínio e fez o mesmo convite que Sol tinha feito à ele para a garota do caixa, porém a garota do caixa que era ruiva, usava maquiagem forte, tinha piercing no lado direito do lábio inferior, e os olhos azuis como o céu, não aceitara o seu convite, segundo ela "Eu tenho um namorado, se você não sabia é melhor ficar sabendo. Ele é muito ciumento, se visse você me perguntando uma coisa dessas, com certeza você pararia num hospital. Ele é muito malhado, leal, atencioso, romântico, eu o amo, além de ser muito lindo."
  Saindo do prédio, andou kilômetros mundo à fora, até que
parou e pensou "O que eu vou fazer? Para onde vou?". Se sentou num banco na praça, pegou o pacote de salgadinhos e começou a comer."Nós tinhamos comido esse salgadinho naquele dia.", relembrando a si mesmo. Uma voz o respondeu "Esses são os meus favoritos, pode me dar um pouco Leo?", ele pensava "o quê? Não pode ser quem estou pensando."
  Virou-se e não acreditava no que via, era Sol. Novamente lá estava ela para brilhar. Ele disse "Claro, pegue o quanto quiser.", ela respondeu "Desculpa, por não ter dito o meu nome ou deixado algo para você me contatar. Eu só te achei porque o cobrador me disse que você era filho de uma executiva, liguei para ela fingindo que ia fazer um negócio para ela me dar um endereço. Bingo! Aqui está você, eu estava indo para lá.", ele surpreso disse "Uau! Você é extraordinária!", ela "Obrigado, não exagera vai, assim você me deixa sem graça.", ele " Sabe, eu acho que seria justo você me dizer o seu nome, já que você sabe o meu e aonde eu moro. Qual é seu nome real?", ela respondeu "é Sol mesmo, com o sobrenome sou Sol Weber Francis.".Ele "Então, Sol, você está afim de ser feliz como naquele dia de novo?, ela "Não! Quero ser mais". Ambos riram e foram fazer mais coisas loucas juvenis.

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