sexta-feira, 24 de maio de 2013

Relato 014 : Poder

  Estou sem nada para escrever sobre a minha vida, pois ela é imóvel. A culpa é minha porque deu ouvidos sem ouvir, falei sem falar, vi sem ter visto e senti sem sentir. Eu menti para mim mesma todo esse tempo. Tenho 16 anos e te digo : você pode mentir para o mundo inteiro, mas não pode mentir para si.
  Raul Seixas uma vez disse: A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal. Então sou uma louca de ter feito a loucura de ser normal.
  A minha vida toda, tentei ajudar aos outros e outros nada fizeram para me ajudar, isso durante 16 anos de vida. Adam Smith estava certo o egoísmo é melhor para a sociedade, e no caso para mim. Eu não me arrependo de ter ajudado, só me arrependo de ter ajudado pessoas que não mereciam ajuda. Só ajude quem merece leitor e isso você julga do jeito que quiser.
  Por isso daqui para frente na minha vida vou procurar fazer o que sinto que devo fazer, me prender a coisas certas e não fazer o mal para ficar livre dele. Tenho algumas prioridades, como virar a moça que quero ser e o resto é ser livre.
  A mudança parte de nós mesmos, não vai ser deus, não vai ser o acaso, a vida é sua quem manda nela é você. O controle da sociedade, do governo, dos seus pais, monetário é ilusório. O poder deles é do estilo "eu tenho o que você precisa" e "eu tenho uma arma e posso atirar se não fizer o que eu quero", sem isso que controle eles têm? O respeito não se faz assim, o respeito não é controle mas admiração, e admiração se conquista.

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