domingo, 5 de maio de 2013

Números

Um grande número de pessoas
Nenhuma pessoa
Uma lista cheia de nomes
Ninguém

No meio de milhares
Sinto-me como se fosse
O próprio nada
Sem forma alguma

Numa tela brilhante
Procuro conforto
Na grande rede digital
Novamente nada

Me sento à mesa
Daqueles meus familiares
Nenhuma palavra
Novamente ninguém

Um abraço quente
Na noite fria e no dia seco
Eu quero
Pois nunca soube da sua existência

Mil lágrimas sem sentido
Se enchem na minha cabeça
Igualmente mil sorrisos sem sentido
Misturam-se
São as lágrimas felizes

A minha cabeça confusa
Quase esquizofrênica
Doente incurável
Me afoga
Me droga
Me faz sentir malbem

É como ser congelada
Sendo queimada
É como ser morta
Fazendo o que gosto
É como um orgasmo mortal
Um pesadelo com um anjo

Ainda me pergunto
Seria a vida uma aposta?
Quanto tempo você aguenta viver?
Quando você perder tudo?
Ou quando você não precisar de um motivo?

Nenhum comentário:

Postar um comentário